Sobre o Decreto Municipal 9.545, de 27 de Maio de 2022 (Tupã)

Plano de Biossegurança FAP2021 para a Retomada das Aulas Presenciais

Protocolo de biossegurança para retorno das atividades nas Instituições Federais de Ensino.

 

COVID-19

O Coronavírus é uma família viral, responsável por doenças respiratórias leves e moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Ao contrário, alguns Coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública.

Em 30 de Janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde – OMS, declarou o surto de Doença Respiratória Aguda pelo 2019-nCoV como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Desse modo, todos os países devem estar preparados para conter a transmissão do vírus e prevenir a sua disseminação, por meio de vigilância ativa com detecção precoce, isolamento e manejo adequado dos casos.

A Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (COVID-19) tem alta transmissibilidade e provoca síndrome respiratória aguda que varia de casos leves – cerca de 80% – a casos muito graves com insuficiência respiratória - entre 5% e 10% dos casos. Sua letalidade varia, principalmente, conforme a faixa etária e condições clínicas associadas.

O Coronavírus é uma nova doença e, é natural que as orientações para seu enfrentamento sejam, constantemente, atualizadas à luz dos conhecimentos que se adquire. Até o momento, a melhor maneira de prevenir é evitar ser exposto ao vírus.

O Ministério da Saúde declarou, no dia 20 de março de 2020, o reconhecimento do COVID-19 em todo o território nacional. Em Tupã, cidade localizada na Alta Paulista, a oeste de São Paulo, distanciando-se da capital cerca de 530 km, com estimativa populacional de 65.524 habitantes no ano de 2019 conforme IBGE, já ocorrem na atualidade casos positivos da doença.

O município de Tupã é considerado referência em serviços de saúde para a microrregião, inclusive sendo município sede do hospital de referência SUS, dispondo ainda, de um setor de isolamento com 20 leitos de enfermaria e uma UTI com 15 leitos até o momento, exclusivos para COVID-19.

 

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem apresentar dores, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar e/ou olfato, erupção cutânea na pele e/ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés.

A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento hospitalar. Uma em cada seis pessoas infectadas por COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade de respirar. As pessoas idosas e as que têm outras condições de saúde como pressão alta, problemas cardíacos e do pulmão, diabetes ou câncer, têm maior risco de ficarem gravemente doentes.

As informações sobre os sintomas da Covid-19 devem ser atualizadas, de acordo com o Guia de Vigilância Epidemiológica para Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença Covid-19, Ministério da Saúde, disponível no link:

https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/publicacoes-tecnicas/guias-e-planos/guia-de- vigilancia-epidemiologica-covid-19/view

 

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

O período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por Coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSÃO

De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas, enquanto persistirem os sintomas. É possível a transmissão viral, após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecida para o COVID-19 até o momento. A transmissão do vírus, geralmente, inicia-se no segundo dia, antes do início dos sinais e sintomas e termina dez dias, após o início da doença, se houver melhora dos sintomas sem uso de medicamentos e ausência de febre, nos últimos três dias. O período de transmissão é maior, em casos mais graves. (WHO, 2020)

O SARS-CoV-2 pode ser transmitido por contato, gotículas ou aerossol.

  1. contato: a pessoa mantém contato direto com outra infectada ou com objetos e superfícies contaminadas

  2. gotículas: a pessoa fica exposta a gotículas respiratórias expelidas na tosse ou espirro a uma distância de menos de um metro

  3. aerossol: a pessoa se expõe a gotículas respiratórias menores que contêm o vírus e que podem permanecer no ar por longos períodos, superando um raio de 1 metro de distância.

O período de transmissão do Coronavírus corresponde ao tempo de transmissibilidade da pessoa infectada.

 

DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO

  • Todo indivíduo, que nos últimos 14 dias, retornou de viagem internacional ou interestadual que apresente febre e/ou pelo menos um dos sinais e sintomas respiratórios.

  • Toda pessoa, que nos últimos 14 dias, tenha tido contato com pessoal que tenha retornado de viagem internacional ou interestadual que apresente febre e/ou pelo menos um dos sinais e sintomas respiratórios.

  • Todo ser humano, que nos últimos 14 dias, manteve contato próximo de caso suspeito ou confirmado para COVID-19 e apresente febre e/ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório.

 

FATORES DE RISCO

As condições e os fatores de risco para possíveis complicações da covid-1914 podem ser:

  • Idade igual ou superior a 60 anos;

  • Tabagismo;

  • Obesidade;

  • Miocardiopatias de diferentes etiologias;

  • Hipertensão arterial;

  • Doença cerebrovascular;

  • Pneumopatias graves ou  descompensadas;

  • Imunodepressão ou imunossupressão;

  • Doenças renais crônicas em estágio avançado;

  • Diabetes melito, conforme juízo clínico;

  • Doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica;

  • Neoplasia maligna; cirrose hepática;

  • Algumas doenças hematológicas;

  • Gestação.